Mudanças Tributárias e Seus Efeitos na Cultura
A proposta de reforma tributária em discussão no Brasil levanta preocupações significativas para o setor cultural. Com o fim da cobrança de ICMS e ISS, e a vedação de incentivos por meio do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), políticas de fomento à cultura nos estados e municípios podem ser severamente afetadas. O resultado disso pode ser um bloqueio no apoio a iniciativas culturais, que são essenciais para a diversidade e a criatividade no país.
Com o objetivo de simplificar a arrecadação de impostos, a reforma proposta sugere uma reestruturação que, segundo especialistas, poderá inviabilizar os incentivos fiscais historicamente utilizados para apoiar projetos culturais. Essa mudança, se aprovada, pode desestabilizar uma série de ações que promovem a arte e a cultura em diversas regiões do Brasil.
A situação exige uma reflexão sobre a importância do suporte governamental à cultura, que não apenas enriquece a sociedade, mas também gera empregos e movimenta a economia local. Um especialista na área cultural, que preferiu não se identificar, destacou que “os incentivos fiscais são uma forma de garantir que a cultura continue a florescer, e sua eliminação pode levar a um cenário desolador para artistas e produtores”.
Para contornar essa situação, a solução pode estar em uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que resgate e preserve os incentivos fiscais, permitindo que estados e municípios mantenham sua autonomia para fomentar atividades culturais. Essa PEC se torna, portanto, um caminho crucial para assegurar que a cultura continue a receber o apoio necessário para seu desenvolvimento.
Além disso, é fundamental que a sociedade civil se mobilize em busca de alternativas que garantam a continuidade do investimento cultural. A pressão por mudanças e a conscientização sobre a relevância da cultura na construção da identidade nacional são essenciais neste momento. A experiência mostrada por outras nações que enfrentaram desafios similares pode servir como modelo, demonstrando que a proteção à cultura é um compromisso que deve ser priorizado.
Em resumo, a reformulação dos tributos, embora necessária em muitos aspectos, traz à tona um dilema que precisa ser resolvido: como equilibrar a simplificação da arrecadação fiscal com a manutenção do tão necessário apoio à cultura? A resposta pode estar nas mãos dos legisladores e da mobilização da população, que deve se engajar na defesa de políticas públicas que fortaleçam a cultura, um dos pilares da sociedade. Diante desse cenário, os próximos passos que serão dados pela Câmara e pelo Senado em relação à proposta de reforma tributária serão decisivos para o futuro do fomento cultural no Brasil.
