Operação Anjo Protegido: Uma Conquista Contra a Exploração Sexual
Na quarta-feira (22), uma ação da Polícia Civil resultou no desmantelamento de um esquema de exploração sexual de adolescentes no bairro Barramares, em Vila Velha. Durante a operação, conhecida como Anjo Protegido, três vítimas foram resgatadas e outras cinco identificadas, enquanto um homem foi preso.
A investigação revelou uma casa que, embora parecesse uma residência comum, servia como local de exploração sexual de jovens. Oito vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de apenas 11 anos. As três resgatadas são duas adolescentes de 16 anos e uma de 14. No imóvel, as autoridades encontraram bebidas alcoólicas e preservativos, além de condições de vida precárias.
O delegado Marcelo Cavalcanti, responsável pela operação, informou que as meninas eram atraídas por meio da internet ou cooptadas nas proximidades. “São meninas novas que são levadas para essa casa de exploração sexual, onde faziam programas. Elas cobravam cerca de R$ 250, e R$ 50 desse valor eram repassados ao explorador sexual”, explicou Cavalcanti.
O homem detido, de 53 anos, já possuía cinco passagens anteriores pela polícia. Ele utilizava redes sociais para aproximar-se das vítimas, criando um vínculo antes de convidá-las para o local. “Ele ia aliciando aos poucos, oferecendo bebidas e criando um ambiente de familiaridade para que elas se sentissem à vontade”, comentou o delegado.
O suspeito foi indiciado por rufianismo, exploração sexual e por manter uma casa de prostituição. No entanto, ele negou as acusações, alegando que as jovens estavam no local por vontade própria. A adolescente de 14 anos foi encaminhada ao Conselho Tutelar de Cariacica, enquanto as duas de 16 anos estão sob a proteção do Conselho Tutelar de Vila Velha.
Além do aliciador, os pais ou responsáveis pelas vítimas poderão também enfrentar consequências legais. A identidade do homem preso não foi divulgada.
Continuando a Luta Contra a Exploração Sexual
A Operação Anjo Protegido é a primeira fase de uma ação mais ampla da Polícia Civil, que conta com o suporte da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Segundo Jordano Leite, subsecretário de Inteligência da Sesp, novas operações estão previstas, com horários variados e um efetivo aumentado. Essa estratégia visa possibilitar a atuação de policiais especializados em situações de exploração sexual durante a noite e nos fins de semana.
“A partir de agora, estaremos mais preparados para enfrentar essa problemática, realizando operações que permitam uma abordagem mais eficaz e abrangente,” afirmou Leite. O combate à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade nas políticas de segurança pública, refletindo a necessidade urgente de proteger os mais vulneráveis na sociedade.
