Nova frente de exploração no Espírito Santo
A petrolífera Prio reforçou sua atuação no litoral sul do Espírito Santo ao conquistar os blocos exploratórios Magnetita e Hematita durante o leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última quarta-feira (7). A aquisição marca o início de uma nova fase de exploração de petróleo e gás na região, com potencial para movimentar a economia local e impulsionar fornecedores instalados no estado.
Localização estratégica dos blocos exploratórios
As áreas adquiridas estão situadas no extremo norte da Bacia de Campos, próximas aos campos de Wahoo, no litoral sul capixaba, e Frade, no Rio de Janeiro — ambos operados pela Prio. Segundo Rafaele Cé, presidente da RedePetro ES, apesar da classificação na Bacia de Campos, esses blocos estão em uma área que alcança diretamente o litoral sul do Espírito Santo, ampliando a presença da empresa no estado.
Para garantir o bloco Magnetita, a Prio ofertou R$ 93 milhões em bônus de assinatura, enquanto o bloco Hematita foi arrematado por R$ 1,6 milhão. Contudo, a produção não terá início imediato. Agora, a empresa detém o direito de explorar as áreas e deverá cumprir um programa mínimo de exploração, que pode se estender por até sete anos.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Processo exploratório e perspectivas para o ES
Durante esse período, a Prio precisa avançar em etapas técnicas, como estudos sísmicos, coleta e análise de dados geológicos e geofísicos, além da perfuração de poços, conforme explica o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas. Ele destaca que a aquisição é um movimento positivo para o Espírito Santo, pois novas descobertas e investimentos em pesquisa são fundamentais para o desenvolvimento do setor.
Durval também ressalta que a Prio aposta no potencial de expansão da produção local, aproveitando a infraestrutura e tecnologia já aplicadas no campo de Wahoo, onde a empresa extrai cerca de 40 mil barris de petróleo por dia.
Impacto na geração de empregos e negócios locais
O avanço da exploração promete movimentar a cadeia produtiva capixaba. O consultor estima que, na fase inicial de pesquisas, entre 50 e 100 vagas poderão ser abertas para profissionais especializados, como oceanógrafos, operadores de robôs, instrumentistas, técnicos em automação e controle, eletricistas, mecânicos, além de equipes de manutenção, segurança e meio ambiente. Empresas especializadas em pesquisa sísmica também devem ampliar suas contratações locais.
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Fonte: aquidesalvador.com.br
Rafaele Cé destaca que a sinalização de novas áreas exploratórias é motivo de otimismo para o setor. Embora a produção efetiva de petróleo esteja prevista para ocorrer entre seis e sete anos, os impactos na geração de empregos e na movimentação econômica já começam a ser sentidos em um a dois anos, com projetos e prospecções em andamento.
