Silêncio de Lulinha sobre investigação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira (30.jul.2026) que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, reside na Espanha e não precisa se pronunciar sobre as acusações e campanhas difamatórias que o envolvem. Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, Lula explicou que Lulinha é frequentemente alvo de ataques desde 2006, mas não considera necessário que ele responda a essas acusações publicamente.
Compromisso com a justiça e investigação
Lula destacou que o filho jura inocência diariamente, e que responderá a eventuais investigações sem qualquer privilégio. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu, não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter”, afirmou o presidente.
O presidente também relembrou as consequências da Operação Lava Jato, que resultou em sua prisão em abril de 2018, e mencionou a morte de sua esposa Marisa Letícia em 2017, que ele relaciona ao impacto da operação. “Ele sabe o que eu passei, sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato. Ele não tem o direito de errar”, disse Lula.
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Investigação autorizada pelo STF
As declarações ocorreram no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do supremo tribunal federal, autorizou a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha cometeu tráfico de influência e corrupção. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal.
O inquérito apura se Lulinha atuou para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negócios relacionados ao Ministério da Saúde, especialmente na área de cannabis medicinal. A Polícia Federal investiga a possível atuação dos dois na tentativa de fechar contratos para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal nos anos de 2024 e 2025, contrato este que não chegou a ser assinado.
Careca é apontado como um dos principais envolvidos em desvios de aposentadorias e pensões na operação Sem Desconto e teria contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal em nome da empresa World Cannabis, de sua propriedade. A suspeita é que Lulinha tenha facilitado o contato de Careca com o Ministério da Saúde.
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Posicionamento da defesa
Ao Poder360, a defesa de Lulinha afirmou não ter conhecimento sobre o pedido da Polícia Federal para abertura do inquérito. Até o momento, não houve manifestações adicionais sobre as investigações em curso.
