Primeiro Pontão de Cultura Viva na Serra Gaúcha
A Serra Gaúcha alcança um marco importante com a criação do seu primeiro Pontão de Cultura Viva, o Família Orun, reconhecido pelo Ministério da Cultura para atuar na articulação da Política Nacional Cultura Viva. A iniciativa estreou em Caxias do Sul com a “Teia de Saberes”, uma formação focada no fortalecimento de lideranças culturais, valorização dos Povos Tradicionais de Terreiro e ampliação do acesso às políticas públicas culturais. Embora as vagas para certificação já estejam preenchidas, as videoaulas do projeto ficam disponíveis gratuitamente no Portal de Saberes e no YouTube, ampliando o alcance dessa ação.
Formação que integra saberes e territórios
A metodologia da formação combina videoaulas gravadas, encontros virtuais e atividades presenciais em Caxias do Sul, Bagé e São Leopoldo. O conteúdo aborda Cultura Viva, diversidade cultural, direitos, participação social e organização comunitária, com acesso livre às aulas online, enquanto a certificação é destinada aos 45 participantes selecionados. Até março de 2027, a programação inclui temas como redes e cultura de paz, afrocosmologia, letramento racial, documentação e gestão cultural, entre outros.
Expansão da Política Nacional Cultura Viva no RS
O Pontão Família Orun integra o crescimento da Política Nacional Cultura Viva no rio grande do sul, que viu o número de Pontos de Cultura certificados saltar de 264 para 654 entre 2023 e 2025, ampliando sua presença para 150 municípios. O Estado foi pioneiro ao implementar uma Política Estadual Cultura Viva, reforçando sua importância no cenário cultural brasileiro. Pontões como o Família Orun são fundamentais para articular redes, promover formação e incentivar a circulação do conhecimento cultural em seus territórios.
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Conexão entre comunidades e políticas públicas
Para Nado de Oxalá, coordenador do Pontão Família Orun, o projeto busca aproximar as comunidades das políticas públicas culturais. “A Teia de Saberes parte do reconhecimento de que os territórios já produzem conhecimento, cultura e organização comunitária. Nosso objetivo é conectar essas experiências, fortalecer lideranças e ampliar o acesso às políticas públicas, respeitando as trajetórias e os saberes de cada comunidade”, explica. A formação reúne representantes de seis municípios e três territórios do estado, com objetivo de fortalecer iniciativas locais e consolidar uma rede permanente de colaboração e valorização dos saberes tradicionais.
Acesso e continuidade cultural para a comunidade
Parte do conteúdo da formação é disponibilizado gratuitamente para toda a comunidade, ampliando o conhecimento sobre a Política Nacional Cultura Viva e incentivando a participação na rede de cultura comunitária. Além disso, o próximo módulo da formação, que começará em julho, terá aulas com Mãe Juçara de Yemojá, reforçando o diálogo com os saberes ancestrais. O encontro virtual está marcado para 29 de julho, às 19h, e as videoaulas serão liberadas a partir de 20 de julho, garantindo continuidade e acesso às discussões que envolvem a cultura local e seu fortalecimento.
