Aumento da Capacidade Portuária
O Espírito Santo tem vivenciado um crescimento significativo nas importações, especialmente no que diz respeito aos veículos elétricos provenientes da China. Essa mudança no perfil de importação está pressionando a capacidade operacional dos terminais portuários do estado e, consequentemente, impulsionando uma nova onda de investimentos voltados para a expansão e modernização dessas instalações.
Recentemente, o Terminal de Vila Velha (TVV), administrado pela Log-In Logística Integrada, finalizou o processo de alfandegamento de uma nova retroárea de aproximadamente 65 mil metros quadrados, que será inaugurada ainda neste mês. Essa expansão representa um aumento de quase 65% na área total do terminal, além de elevar em cerca de 40% a capacidade de armazenagem de contêineres e praticamente dobrar o espaço destinado a cargas gerais.
Nos últimos 12 meses, o TVV registrou a operação de cerca de 217 mil contêineres, com picos mensais que se aproximaram de 25 mil unidades. Uma parte significativa desse crescimento se deve à importação de veículos elétricos, o que tem alterado a dinâmica logística dos portos brasileiros ao longo dos últimos anos.
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Além do foco em automóveis, o terminal também busca ampliar sua participação em cargas relacionadas ao agronegócio e à exportação de rochas ornamentais, dois segmentos que são estratégicos para o estado. A nova área recebeu um investimento de R$ 35 milhões e encerra um ciclo de aportes que soma aproximadamente R$ 205 milhões realizados pela empresa nos últimos anos, incluindo a aquisição de novos equipamentos, a modernização das operações e a implementação de sistemas automatizados para movimentação portuária.
De acordo com Gustavo Paixão, diretor de Terminais da Log-In, a expansão é uma resposta direta ao aumento da demanda e à necessidade de otimização operacional. “A Retroárea Penedo entra em operação em uma base já modernizada, o que permitirá ao TVV absorver volumes adicionais sem comprometer a eficiência das operações”, destacou Paixão.
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Entretanto, apesar dos investimentos realizados pelo setor privado, profissionais do ramo apontam que a competitividade do complexo portuário capixaba ainda está atrelada a certos gargalos estruturais fora das instalações dos terminais. Entre as questões mais críticas estão os acessos rodoviários e marítimos ao Porto de Vitória, além das repercussões da reforma tributária sobre os incentivos fiscais utilizados historicamente pelo Espírito Santo nas operações de comércio exterior.
