Golpes Durante o Evento Musical
Um homem de 32 anos e uma mulher de 26 foram detidos em uma operação da Polícia Civil após furtos de celulares ocorridos durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, no dia 17 de janeiro. Os crimes resultaram em prejuízo de aproximadamente R$ 13.100 às vítimas. As prisões aconteceram no dia 12 de março, no bairro Campo Grande, em Cariacica, e foram detalhadas em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (24).
Segundo a polícia, o casal é suspeito de receptar os aparelhos furtados, desbloquear os celulares e acessar contas bancárias para realizar transferências e saques. O delegado Brenno Andrade revelou que a investigação começou quando uma das vítimas notou transações indevidas no dia seguinte ao furto. “O criminoso pegou o telefone da vítima, fez uma transferência e depois realizou saques em uma agência bancária”, explicou o delegado.
Identificação através de Transferências
Uma das transferências suspeitas levou os investigadores a uma segunda mulher, inicialmente tratada como suspeita, mas que acabou sendo identificada como vítima do mesmo crime, no mesmo show. “Quando fomos checar, vimos que essa outra mulher também era vítima. Ou seja, o criminoso utilizou o celular de uma vítima para transferir dinheiro para a conta de outra vítima”, afirmou.
A polícia, então, rastreou as movimentações bancárias e analisou as imagens de uma agência, que levaram à identificação do homem responsável pelos saques. Brenno Andrade destacou um ponto curioso: “Era uma manhã ensolarada, e o indivíduo estava de calça. Um dos policiais suspeitou e verificou que ele usava tornozeleira eletrônica”, revelou.
Suspeito Flagrado em Ação
Com essa informação, os agentes conseguiram localizar o homem enquanto ele realizava o saque na manhã seguinte ao crime, em uma agência bancária de Cariacica. O suspeito foi identificado como Carlos Roberto Rosa Fernandes, um técnico em eletrônica, que confessou ter feito o saque, mas negou envolvimento nos furtos durante o show.
A investigação revelou que Carlos é conhecido na região por desbloquear celulares e teria recebido valores para acessar os aparelhos das vítimas. “Ele informou que recebeu entre R$ 200 e R$ 500 para fazer o saque. Acreditamos que ele era responsável por desbloquear os dispositivos e acessar os aplicativos bancários”, detalhou o delegado.
A Comparsa e a Gravidão
Além de Carlos, sua esposa, de 26 anos, também foi presa. Conforme a Polícia Civil, ela recebeu parte do dinheiro transferido das contas das vítimas. “Ela não é vítima, é comparsa. Tinha conhecimento da atividade criminosa”, frisou o delegado. Apesar de a mulher alegar desconhecimento sobre os crimes, há indícios que comprovam sua participação, incluindo registros encontrados em seu celular. Ela argumentou que está grávida, o que resultou em sua liberação, mas a polícia alerta que isso não isenta a responsabilidade criminal.
“Ela alega que estava em gestação e foi liberada. Entendemos a proteção à maternidade, mas isso não pode ser usado como justificativa para continuar praticando crimes”, destacou o delegado.
Terceiro Suspeito em Análise
A investigação também revelou a participação de um terceiro indivíduo, com idade entre 45 e 55 anos, que aparece nas gravações com Carlos no banco. De acordo com a Polícia Civil, ele alegou ter conhecido a mulher apenas no dia do saque, mas sua versão é considerada inconsistente. Até o momento, essa terceira pessoa não foi identificada, e a polícia solicita que informações sejam repassadas pelo Disque-Denúncia 181.
Atenção às Medidas de Segurança
O delegado ainda fez um alerta para que as pessoas estejam atentas a esse tipo de golpe. “Muitos criminosos têm facilidade para acessar dados armazenados nos celulares. É comum que pessoas deixem senhas salvas em blocos de notas. Isso facilita o acesso”, orientou.
