Crescimento do PIB Brasileiro Pode Chegar a 1%
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode registrar um crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre de 2024, de acordo com o que afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante uma entrevista ao programa 20 Minutos, da plataforma Opera Mundi, Haddad ressaltou a capacidade da economia brasileira de se expandir nesse período.
“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Os mecanismos que estamos implementando para estimular o crédito e manter a demanda efetiva estão gerando resultados positivos na manutenção da economia aquecida”, declarou o ministro.
Entretanto, Haddad optou por não apresentar uma previsão de crescimento para todo o ano, justificando que tal estimativa depende da taxa de juros e de vários outros fatores econômicos.
Reformas e Saneamento das Contas
Na mesma entrevista, o ministro destacou o trabalho realizado para a recuperação das contas públicas e expressou confiança nas metas fiscais, afirmando que o crescimento econômico será sustentado pelas reformas em curso, especialmente a reforma tributária, que deve entrar em vigor no próximo ano.
“Fizemos um trabalho de saneamento das contas. Não estou preocupado com as metas fiscais. A forma como estamos conduzindo as reformas permitirá um crescimento contínuo. A reforma tributária, por exemplo, deverá impulsionar ainda mais o PIB”, afirmou Haddad.
O ministro também enfatizou a importância de um arcabouço fiscal robusto e contestou a ideia de que o governo tenha restringido excessivamente as despesas. “Não apertamos a conta, uma vez que isso estava atrelado a um trabalho de recomposição da base tributária no Congresso Nacional. Embora tenhamos enfrentado desafios, conseguimos avançar em algumas questões”, explicou.
Próximos Passos de Haddad
Fernando Haddad também confirmou que deixará o ministério na próxima semana e indicou sua intenção de se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha revelado para qual cargo. Originalmente, sua ideia era contribuir com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele reconsiderou essa posição.
“Quero estar mais livre para pensar em um plano de desenvolvimento para o país. Ao longo desses três meses conversando com o presidente Lula, percebi que o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu esperava no final do ano passado. Por essas razões, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, concluiu.
