Tribunal de Justiça do Espírito Santo Inicia Julgamento
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) dará início nesta quinta-feira (12), às 9h, ao julgamento do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, acusado de envolvimento no assassinato do também juiz Alexandre Martins de Castro Filho. A sessão será realizada no Salão Pleno do tribunal e será transmitida ao vivo pelo canal oficial do TJES no YouTube.
Esse caso se destaca como um dos mais emblemáticos da justiça capixaba e se arrasta há mais de duas décadas. Alexandre Martins foi assassinado a tiros no dia 24 de março de 2003, em frente à academia que frequentava, localizada no bairro Itapoã, em Vila Velha. Naquele período, ele ocupava o cargo de titular da Vara de Execuções Penais de Vitória, atuando em processos relacionados ao crime organizado, tanto dentro quanto fora do sistema penitenciário do estado.
As investigações apontam que o crime foi resultado de uma complexa rede que incluía executores, intermediários e supostos mandantes. Inicialmente, dez pessoas foram denunciadas, mas ao longo do processo, oito já receberam condenações. Cláudio Luiz Andrade Batista, conhecido como “Calu”, foi absolvido em um julgamento anterior. Agora, Antônio Leopoldo Teixeira é o único réu cuja situação ainda está pendente.
Durante o julgamento de hoje, o Ministério Público do Espírito Santo tem a missão de apresentar evidências que sustentem a condenação de Teixeira, com base nas provas coletadas ao longo da investigação e em todo o processo judicial. A equipe de acusação é composta pela subprocuradora-geral de Justiça Judicial, Andréa Maria da Silva Rocha, pelo chefe da Procuradoria de Justiça Criminal, Sócrates de Souza, e pelo promotor de Justiça de Vila Velha, João Eduardo Grimaldi.
A denúncia contra Antônio Leopoldo Teixeira foi formalizada em 2005, e somente em 2008 o Tribunal decidiu que havia indícios suficientes para levá-lo a julgamento. Desde então, a tramitação do caso foi marcada por diversos incidentes e adiamentos. Recentemente, uma mudança no entendimento acerca da competência para julgar crimes funcionais atribuídos a magistrados afetou o andamento do caso, que finalmente chega ao Tribunal Pleno.
