Uma Nova Realidade nas Empresas
Enquanto você lê estas linhas, concorrentes já estão utilizando agentes de inteligência artificial (IA) para otimizar suas operações. O que antes era um sonho distante, como o Jarvis do Homem de Ferro, agora é uma realidade acessível no mercado. O setor de automação de processos inteligentes (Intelligent Process Automation) não é mais uma simples tendência; estima-se que seu valor chegue a impressionantes US$ 14,55 bilhões em 2024, podendo atingir até US$ 44,74 bilhões até 2030.
Executivos já consideram o retorno sobre o investimento (ROI) como uma métrica a curto prazo, e a maioria acredita ser possível obter retorno em um período de 1 a 3 anos. A pergunta que se impõe agora é: não se trata de “se” vamos adotar agentes de IA, mas sim de “onde” podemos explorar essa tecnologia para gerar valor imediatamente.
Aplicações Práticas da IA nas Empresas
A implementação de agentes de IA pode transformar diversas áreas dentro de uma organização. Por exemplo, no setor financeiro, o tempo dedicado a auditorias e reconciliações pode ser reduzido em até 80%. No atendimento ao cliente, é possível que agentes automatizados resolvam até 75% das solicitações sem que haja filas, resultando em uma experiência de usuário mais satisfatória e em redução de custos. Já no setor de recursos humanos, a triagem de currículos pode ser agilizada em até 60%.
No Brasil, fintechs estão utilizando essa tecnologia para aprovar microcréditos em questão de minutos, um processo que anteriormente poderia levar dias. O que está em jogo é a eficiência comercial: menos atrito no processo, ciclos de receita mais curtos e um custo de aquisição de clientes mais saudável, tudo isso contribuindo para um churn (cancelamento de clientes) reduzido. Essa mudança não se trata apenas de tecnologia, mas sim de resultados tangíveis.
Desafios da Adoção da IA
Apesar das vantagens, muitas empresas ainda relutam em adotar esses agentes. A falta de fluência em negócios relacionados à IA e a falta de visão executiva são obstáculos significativos. Dados de pesquisas recentes indicam que 33% das empresas enfrentam lacunas de competências e 25% citam a complexidade dos dados como uma barreira imediata. Além disso, as preocupações com governança e risco são elevadas: 60% dos conselhos de administração se preocupam com viés algorítmico, 53% com conformidade regulatória e 50% com privacidade de dados.
Um dado alarmante revela que apenas 1% das empresas se consideram maduras em termos de IA. O problema está mais relacionado à liderança e ao planejamento estratégico do que à resistência das equipes. Além disso, a fragmentação continua a ser um desafio, com 66% das empresas citando a falta de integrações e 64% mencionando a escassez de habilidades como barreiras para a hiperautomação.
Rumo à Inovação e Governança Eficaz
Um caminho prático para a adoção de IA envolve três elementos essenciais: alfabetização executiva, diretrizes de governança e dados confiáveis. Com a introdução de ferramentas low-code e no-code, pequenas e médias empresas podem entrar nesse jogo sem a necessidade de grandes equipes de programação.
Se você é um líder empresarial, considere os agentes de IA como uma grande oportunidade. Selecione três processos que influenciam diretamente a receita ou os custos da sua empresa e busque um retorno sobre o investimento em até 12 meses.
Portanto, quem agir rapidamente poderá colher os frutos de uma eficiência competitiva que se tornará uma barreira de entrada para concorrentes. A procrastinação significa perder a chance de se destacar no mercado atual, cada vez mais exigente.
Neste cenário, “depois” se transforma em um sinônimo de exclusão. E o mercado não perdoa aqueles que se tornam irrelevantes.
